Muitos fãs de esportes adorariam possuir uma parte de um time. Mas, pelos valores, isso é um sonho distante para quase todos nós.
Há exceções, no entanto. Alguns times esportivos são negociados publicamente, oferecendo a oportunidade de adquirir uma pequena participação acionária a um preço acessível. Uma empresa que recentemente disparou em valor é a Madison Square Garden Sports Corp. (NYSE: MSGS), dona do time de basquete New York Knicks e do time de hóquei New York Rangers.
Na semana passada, o conselho da empresa anunciou que a MSGS está analisando a ideia de dividir a companhia em duas entidades de capital aberto. Uma incluiria os Knicks e seu afiliado da liga de desenvolvimento, o Westchester Knicks. A outra incluiria os Rangers e seu afiliado da liga de desenvolvimento, o Hartford Wolf Pack.
O investidor ativista Boyar Value Group tem pressionado por essa mudança desde junho. Nessa época, o Los Angeles Lakers foi vendido com uma avaliação de US$ 10 bilhões, levando o presidente da Boyar, Jonathan Boyar, a concluir que as ações da MSG Sports estavam extremamente subavaliadas.
Mesmo após uma alta de 59% das ações no último ano e um ganho de 11% desde o anúncio de 18 de fevereiro, a MSGS ainda é considerada subavaliada. Isso porque sua capitalização de mercado é de US$ 7,8 bilhões, bem abaixo da avaliação combinada de US$ 13,5 bilhões atribuída pela Sportico aos times.
Terceiro na NBA, segundo na NHL
O serviço de informações de negócios esportivos avalia os Knicks em US$ 9,85 bilhões, terceiro na NBA, atrás do Golden State Warriors e dos Lakers. Além disso, atribui aos Rangers uma avaliação de US$ 3,65 bilhões, a segunda maior da NHL, atrás do Toronto Maple Leafs.
A disparidade entre o valor de mercado e as avaliações de terceiros é conhecida como “Dolan gap”. O nome vem do fato de que James Dolan, CEO e proprietário controlador dos Knicks e Rangers, e sua família, sempre demonstraram forte relutância em vender.
Mas agora eles estão mudando de postura. Sobre a cisão, Dolan afirmou: “Acreditamos que a transação proposta proporcionaria a cada empresa maior flexibilidade estratégica, foco definido em seus negócios e características claras para os investidores.”
A gestora Silver Lake Management possui 10% de participação na MSG Sports. Também há rumores de que um investidor do Oriente Médio, como Sheikh Mansour Bin Zayed Al Nahyan, de Abu Dhabi, pode ter interesse em adquirir uma fatia, segundo a Bloomberg.
É claro que também se pode argumentar que as ações da MSG Sports não estão subavaliadas. A empresa tem uma relação preço/vendas de 7,4, em comparação com 3,4 do S&P 500. Times esportivos costumam gerar pouca receita. Assim, a tese de investimento é que as avaliações das equipes aumentarão, assim como ocorreu nas últimas quatro décadas, impulsionadas pelo valor de escassez.
Esse raciocínio é válido, mas poderá ser testado se a economia enfrentar uma recessão severa. Caso contrário, a MSGS pode ser uma jogada vencedora.
O autor possui ações da MSGS.
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