A revolução da inteligência artificial traz consigo a necessidade de cibersegurança. Isso porque cada novo processo digital habilitado pela IA enfrenta ameaças de segurança.
Os gastos com cibersegurança totalizaram US$ 213 bilhões no ano passado, alta de 10% em relação a 2024. E devem subir mais 13%, para US$ 240 bilhões neste ano, segundo estimativas da Gartner, empresa de informações sobre tecnologia.
A CrowdStrike (NASDAQ: CRWD) é uma das principais empresas de cibersegurança do mundo. A companhia possui uma plataforma chamada Falcon com múltiplos serviços. Sua oferta principal é a segurança de endpoints, que protege dispositivos conectados à rede (como laptops, celulares e servidores) contra ameaças cibernéticas.
Outros serviços incluem segurança em nuvem; serviços gerenciados, que abrangem caça a ameaças e resposta a incidentes; e observabilidade, que fornece visibilidade sobre desempenho de sistemas e riscos de segurança. Oferecer uma gama de serviços constitui uma vantagem para a CrowdStrike diante do aumento das ameaças digitais.
“Em um cenário em constante evolução, que continua a crescer em complexidade e intensidade de ameaças, vemos equipes de TI buscando plataformas que ofereçam uma cobertura de segurança mais holística em vez de soluções pontuais que podem inadvertidamente criar silos de dados”, escreveu o analista da Morningstar Malik Ahmed Khan.
Quem entra na chuva, é para se molhar
A CrowdStrike frequentemente atrai clientes para adquirir inicialmente um serviço e depois os convence a contratar outros.
“Coletando e analisando os ricos dados que entram em suas plataformas, um fornecedor de cibersegurança como a CrowdStrike pode descobrir ameaças e novas assinaturas de ataque que podem então ser usadas para atualizar a postura de segurança de toda sua base de clientes”, disse Khan. “Esse efeito de rede é a base da CrowdStrike.”
Além disso, ao fornecer uma ampla gama de soluções de cibersegurança em uma única plataforma, a empresa ajuda seus clientes a evitar a necessidade de gerenciar múltiplos sistemas, destacou o analista.
Os analistas estão impressionados com os esforços da CrowdStrike no que diz respeito à retenção de clientes. Sua receita recorrente anual disparou 23% no terceiro trimestre fiscal de 2026 (encerrado em 31 de outubro) em relação ao ano anterior, para US$ 4,92 bilhões. Sua nova receita recorrente líquida atingiu um recorde de US$ 265 milhões no trimestre. A receita total da companhia subiu 22%, e ela registrou prejuízo líquido de US$ 34 milhões, o dobro do ano anterior.
A IA impulsiona os negócios
Os avanços tecnológicos trazidos pela inteligência artificial são um impulso para os negócios da CrowdStrike. “À medida que mais empresas passam por transformações digitais, a forma atualizada de proteção foca em garantir a segurança de uma organização contra diversos vetores de ataque que antes não existiam, como Internet das Coisas e cargas de trabalho em nuvem”, disse Khan.
Tudo isso tem sido positivo para as ações da CrowdStrike. Elas geraram retornos anualizados de 24,9% em um ano, 64,9% em três anos e 17,8% em cinco anos, superando o S&P 500 em todos os períodos. A empresa abriu capital em 2019 e possui valor de mercado de US$ 120 bilhões.
Vale lembrar que a CrowdStrike sofreu um revés em julho de 2024, quando forneceu uma atualização de software defeituosa a seus clientes do Microsoft Windows, derrubando 8,5 milhões de dispositivos globalmente, segundo a Microsoft. As ações da empresa despencaram 44% entre 1º e 29 de julho.
Mas a companhia trabalhou arduamente para ajudar os clientes afetados, que responderam com lealdade. Desde 29 de julho de 2024, os papéis mais do que dobraram de valor.
Diante da explosão da IA e da sólida execução de negócios da CrowdStrike, a empresa pode continuar prosperando.
Nota: O autor possui ações da CrowdStrike.
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