As empresas de cruzeiros prosperam à medida que as pessoas buscam viagens

Dan Weil Analista de Notícias do Mercado

O setor de cruzeiros navega em mares tranquilos atualmente à medida que os consumidores continuam viajando, os preços seguem em alta e as empresas de cruzeiros reinvestem em seus negócios.

As duas maiores empresas de cruzeiros do mundo (com o 1º e 2º lugar variando conforme o critério) são a Carnival (NYSE: CCL) e a Royal Caribbean (NYSE: RCL). Ambas têm sede nos Estados Unidos.

A Carnival gerou retornos anualizados totais de 11,5% no último ano e 38,6% nos últimos três anos. No mesmo período, os números da Royal Caribbean são 21,6% e 66,1%. A Carnival possui valor de mercado de US$ 37 bilhões, contra US$ 80 bilhões da Royal Caribbean.

Os cruzeiros ficaram paralisados após o início da pandemia de Covid em 2020, já que navios cheios de pessoas funcionavam como “placas de Petri” para a doença. Mas a indústria não demorou a se recuperar. O número de americanos que viajaram em cruzeiros atingiu 20,7 milhões no ano passado, um recorde pelo terceiro ano consecutivo, segundo estimativas da agência AAA Travel. E a previsão é de novo aumento para 21,7 milhões neste ano.

Os cruzeiros estão disponíveis em uma ampla faixa de preços e geralmente custam apenas de 50% a 75% do valor de férias em terra. Esse desconto pode diminuir, já que Carnival e Royal Caribbean praticam preços recordes e devem aumentá-los ainda mais, com clientes aparentemente dispostos a pagar.

Métricas fortes para a Royal Caribbean

Preços premium e forte controle de despesas devem elevar o retorno sobre capital investido (ROIC) da Royal Caribbean para 26% em 10 anos, a partir de uma estimativa de 17% em 2025, segundo a analista da Morningstar Jaime Katz. Isso está bem acima da projeção dela de um custo médio de capital de 10%.

“A Royal Caribbean conquistou uma posição atraente no setor de cruzeiros graças à sua marca contemporânea e destinos diferenciados, fatores-chave que sustentam a melhoria de preços e a nossa avaliação de vantagem competitiva estreita”, disse ela. Essa classificação significa que a analista acredita que a empresa manterá suas vantagens competitivas por pelo menos 10 anos. (Ela também atribui a mesma classificação à Carnival).

A Royal Caribbean também se beneficia de sua ilha privativa CocoCay, nas Bahamas. A Carnival, por sua vez, inaugurou no ano passado sua própria ilha privativa, Celebration Key, também nas Bahamas.

A Carnival possui a maior frota global, com mais de 90 navios. “A capacidade da Carnival de se reposicionar e de redistribuir navios para regiões de crescimento mais rápido e pouco exploradas, como a Ásia-Pacífico, ajudou a equilibrar a oferta em regiões de alta capacidade como o Caribe e o Mediterrâneo”, disse Katz. “Esse é um fator que a empresa pode mobilizar para otimizar os preços futuramente.”

Ela prevê que a Carnival atingirá um ROIC de 22,5% em 10 anos, comparado a um custo médio ponderado de capital de 10%.

Ações mais fortes da Royal Caribbean

Diante das forças de ambas as companhias, pode-se perguntar por que as ações da Royal Caribbean superaram amplamente as da Carnival. O serviço de inteligência artificial Grok oferece algumas explicações com base em dados financeiros dos últimos 12 meses (até 30 de setembro para a Royal Caribbean e até 31 de agosto para a Carnival).

O lucro da Royal Caribbean foi 54% maior (US$ 4,07 bilhões contra US$ 2,64 bilhões), mesmo com receita 34% menor (US$ 17,44 bilhões contra US$ 26,23 bilhões). Isso evidencia o poder de precificação superior e o controle de custos da Royal. Seus navios de luxo incluem a classe Icon, os maiores já construídos.

Além disso, a margem líquida da Royal foi de 23,3% no período de um ano, contra 10,1% da Carnival. Isso reflete maiores lucros por passageiro e operações mais eficientes, observa o Grok.

Adicionalmente, a Royal apresentou ROIC de 15,2%, contra 13% da Carnival. Não surpreende, portanto, que a dívida de longo prazo da Royal fosse 37% menor que a da Carnival (US$ 17,2 bilhões contra US$ 27,2 bilhões).

Ainda assim, o mar adiante parece estar tranquilo para ambas as companhias.

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