Os últimos 12 meses foram difíceis para as empresas de gestão de ativos, com o índice de ações Dow Jones U.S. Asset Managers registrando queda de 3%.
Mas a história foi diferente para a BlackRock (NYSE: BLK), a maior gestora de ativos do mundo, com US$ 14 trilhões sob gestão. Suas ações subiram 14% no último ano. (Nos últimos cinco anos, as ações da BlackRock avançaram 56%, em comparação com 51% do índice).
O valor de US$ 14 trilhões em ativos foi registrado em 31 de dezembro, representando um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Isso inclui US$ 698 bilhões em captação de novos investimentos.
Muitos fatores explicam o status da empresa como líder na gestão de ativos. Primeiro, 74% de seus ativos de longo prazo (US$ 9,5 trilhões) estão em investimentos passivos, como fundos de índice. Isso diferencia a BlackRock de muitos concorrentes que dependem da gestão ativa. Pesquisas extensas mostram que a gestão passiva geralmente supera a ativa.
“Em um ambiente em que investidores pessoas físicas e institucionais devem buscar provedores de produtos passivos, bem como gestores ativos com maior escala, marcas estabelecidas, desempenho sólido de longo prazo e taxas razoáveis, a BlackRock está bem posicionada”, escreveu o analista da Morningstar Greggory Warren.
ETFs e investimentos alternativos em alta
A expansão explosiva dos fundos negociados em bolsa (ETFs) nos últimos anos favoreceu a BlackRock. Esse segmento responde por 42% de seus ativos de longo prazo. A empresa registrou um recorde de US$ 181 bilhões em captações líquidas de ETFs no quarto trimestre, e analistas esperam crescimento contínuo.
A BlackRock também se beneficia de sua expansão para ativos alternativos, como fundos multimercado e fundos de participação em empresas de capital fechado. Os ativos alternativos, no valor de US$ 424 bilhões, representam 3,3% dos ativos de longo prazo da Blackstone e registraram uma captação líquida de US$ 15,6 bilhões no quarto trimestre.
A empresa realizou várias aquisições para expandir suas participações em alternativos. Isso inclui a Global Infrastructure Partners por US$ 12,5 bilhões em 2024, a gestora de crédito privado HPS Investment Partners por US$ 12 bilhões em 2025 e a provedora de informações de mercado privado Preqin por US$ 3,2 bilhões em 2025.
Além disso, no ano passado, a BlackRock concordou em administrar US$ 80 bilhões em ativos pertencentes aos clientes mais ricos do Citigroup (NYSE: C). A BlackRock já gerenciava parte dos US$ 635 bilhões em investimentos de clientes do banco.
Futuro promissor para a BlackRock
Tudo isso aponta para um futuro positivo para a BlackRock. “Olhando para os próximos cinco anos ou mais, um mercado de ETFs em expansão, operações aprimoradas de fundos de gestão ativa, maior exposição a alternativos (principalmente por meio de aquisições) e investimentos contínuos em tecnologia ajudarão a impulsionar o crescimento da receita e do lucro da empresa”, disse Warren, da Morningstar.
Em 2025, a receita da BlackRock disparou 19%, para US$ 24,2 bilhões, graças em grande parte à valorização dos mercados financeiros e às taxas, refletindo principalmente a entrada de investimentos. As taxas de administração representaram 88% da receita. O lucro operacional ajustado subiu 18%.
Warren ficou impressionado com o relatório de resultados. “A BlackRock continua a superar a maioria de seus concorrentes tradicionais na capacidade de atrair recursos de forma natural”, afirmou.
“O tamanho e a escala da BlackRock, a força de suas marcas e a diversidade de seu patrimônio administrado por estratégia de investimento, classe de ativos, canal de distribuição e alcance geográfico, lhe dão vantagem sobre os concorrentes.”
Assim, a BlackRock tem boas chances de continuar superando seus rivais, independentemente das condições do mercado.
Nota: O autor possui ações da BlackRock.
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